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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Em vigor Resolução sobre áreas contaminadas

RESOLUÇÃO CONAMA Nº 420 de 28 de dezembro de 2009.
Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias
químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas
substâncias em decorrência de atividades antrópicas.

Resolução na íntegra, basta acessar:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PRODUÇÃO ORGÂNICA - HORTALIÇAS


"Você vai ver uma fazenda certificada, que investiu em tecnologia para produzir hortaliças orgânicas. Nessa propriedade, que fica em Brasília, as lavouras são integradas com a pecuária leiteira e a fazenda é administrada como se fosse uma grande empresa.

Olhando do alto parece até que embaixo tem uma porção de sítios, um do lado do outro. Mas não é. É tudo a Fazenda Malunga. São 42 hectares de horta, quatro mil canteiros. Tem alfaces diversas, couve, cenoura, vagem e beterraba. Há mais de 40 variedades de verduras e legumes. O cultivo não usa veneno nem adubo químico industrializado.

Essa história começou há quase 20 anos, quando Joe Valle, dono da propriedade, ainda cursava a faculdade de engenharia florestal. "Eu cheguei a um momento de quase desistir. Eu pensei: se produzir alimentos é isso daqui, eu não quero fazer isso. Intoxica o solo, me intoxica e eu estou vendendo um alimento que não tenho segurança de entregar”, lembrou. Foi durante um estágio da faculdade que Joe conheceu a agricultura orgânica. Ele começou uma horta pequenininha, com quatro canteiros. A colheita cabia todinha dentro de uma perua.

Tudo na fazenda funciona de maneira integrada. É um sistema que começa com a criação de gado de leite. A base do sistema de integração está dentro do curral, mais especificamente na cama do gado, na mistura de esterco com palha seca.

A qualidade da cama tem papel fundamental no sucesso do sistema. Ela vai virar adubo para horta. O rebanho da fazenda tem 186 animais. Todos são da raça gir. Animais resistentes são essenciais num sistema que não permite o uso de medicamentos convencionais como carrapaticidas, vermífugos e antibióticos.

Os animais passam parte do tempo no pasto, uma área de mais ou menos 50 hectares dividida em piquetes. No período da seca, os animais recebem suplementação no cocho: silagem de capim com flor do mel e aveia fresca. No sistema de integração, durante o ano inteiro, o rebanho também ganha o que parece ser a comida preferida dele. São sobras de verduras e legumes que saem fresquinhos da horta.

Quando o manejo e a alimentação não são suficientes e algum animal
adoece, entra em cena a Vera Vitorino, especialista da fazenda em
tratamentos homeopáticos, que a legislação de orgânicos permite. “Eu
uso barbatimão, que serve para a cicatrização e como
antiinflamatório”, disse.

O barbatimão é uma árvore nativa do cerrado. O extrato é feito com a casca do tronco. “A semente de mamão serve como vermífugo, para combater os carrapatos”, explicou. No sistema de integração, a cama das vacas, aquela mistura de esterco, urina e palha seca, é transformada em composto orgânico.

A fazenda também fabrica os chamados biofertilizantes, adubos líquidos que servem tanto para nutrir as plantas quanto para ajudar no controle de pragas e doenças. Aqui se faz um biofertilizante para cada fazenda.

Para manter o solo equilibrado entra em cena uma outra tecnologia bem simples, bastante conhecida e que dá ótimos resultados: a adubação verde. São usados milheto no verão e aveia preta no inverno. “A função do adubo verde é melhor a estrutura física do solo, reciclar os nutrientes e melhorar a atividade biológica do solo”, explicou o especialista.

No sistema de integração com a pecuária, o adubo verde serve tanto melhorar o solo quanto para alimentar o gado. Essas plantas entram num esquema de rotação de culturas com as hortaliças.
Vamos ver como eles plantam alface americana, que é o carro-chefe da produção da Malunga.

O trator levanta os canteiros. Com base numa análise de solo se calcula quanto adubo é necessário. Primeiro vem o composto orgânico. Depois, o bokashi. Com tudo bem misturado, é hora de cobrir o canteiro com plástico. “O plástico tem várias funções: o controle do mato; economia de irrigação, porque ele reduz a evaporação do solo e o controle de doenças do solo, de doenças de folha”, explicou.

Com o plástico cobrindo o canteiro, apenas a raiz da alface fica em contato com a terra. Depois de furar o plástico e alisar a terra, o canteiro está pronto para receber as mudas de alface. De acordo com a fase de crescimento, as culturas vão recebendo adubação de cobertura com bokashi e doses de biofertilizante.

Nem sempre esse manejo caprichado consegue evitar o aparecimento de pragas e doenças. Como o sistema orgânico proíbe o uso de venenos convencionais, a escolha de variedades resistentes é fundamental, principalmente em culturas mais sensíveis.

Além de variedades resistentes, existem produtos permitidos pela legislação dos orgânicos para controlar pragas e doenças.

Na fazenda, cada cultura tem uma equipe especializada no serviço. “Dessa forma temos ganhos de produtividade contínuos”, afirmou o agricultor. No total, da fazenda saem por mês 180 toneladas de hortaliças orgânicas.

Montar uma estrutura como essa não sai barato. “Até hoje já chegamos a um investimento de R$ 10 milhões. Hoje, o faturamento médio da empresa é de R$ 7 milhões por ano”, disse Joe. Para tocar essa estrutura, a empresa tem hoje 175 funcionários. É gente que recebe treinamento, faz aula de ginástica para melhorar o desempenho e paga apenas R$ 1,00 por refeição no restaurante instalado na fazenda.

O Célio e a Marinéia chegaram à Malunga há 15 anos. Ele cuida do composto orgânico. Ela trabalha na cozinha que prepara as refeições dos funcionários. Entre um cafezinho e um queijo orgânico, Célio e Néia contaram que estão satisfeitos com a vida que levam na propriedade. Célio já sabe exatamente o que vai fazer nos 3,5 hectares que comprou em Cristina, no sul de Minas Gerais. “Eu já estou imaginando na minha cabeça como eu transfiro a Maluga daqui para lá”, falou. É justamente essa a ideia do Joe: passar pra outros produtores a experiência acumulada em 20 anos de agricultura orgânica.

“Nós precisamos trabalhar o economicamente viável, o socialmente justo e o ambientalmente correto. É um tripé fundamental para o sucesso da agricultura orgânica. Esse é um trabalho que estamos fazendo: convencendo novos produtores primeiro no coração, depois na cabeça e só depois nos braços para partir para realizar. Aí vai ter a certeza do sucesso”, concluiu.

Mais um detalhe interessante: além do salário, os empregados da Malunga podem ganhar participação nos lucros e resultados da fazenda."

Cientista cria etanol à base de casca de fruta e jornal


As cascas de frutas, sobretudo de laranja, e o papel jornal poderiam ser usados na produção de álcool combustível (etanol), revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pelo periódico "Plant Biotechnology Journal".

Esse tipo de combustível do futuro é mais limpo que o etanol derivado do milho, que, por sua vez, é menos poluente que a gasolina, segundo as pesquisas de Henry Daniell, cientista da Universidade Central da Flórida.

Segundo Daniell, com o álcool à base de frutas e papel, seria possível "proteger o ar e o ambiente das próximas gerações".

A tecnologia para a produção do combustível, desenvolvida com financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, utiliza uma combinação de enzimas para transformar as cascas de laranja e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentado para sua conversão em etanol.

Esse álcool combustível, segundo o artigo publicado, produz menos gases estufa que a gasolina ou a energia elétrica.

Material abundante - Como os resíduos usados no processo são abundantes, a produção do etanol de frutas e jornal não comprometeria a de alimentos nem provocaria um aumento nos preços destes.

Só na Flórida, segundo Daniell, seria possível produzir 200 milhões de galões (1 galão = 3,75 litros) de etanol a cada ano a partir de cascas de laranja.

O cientista esclarece que, apesar das conclusões do estudo, são necessárias mais pesquisas até o trabalho desenvolvido em laboratório chegar à indústria.

No entanto, outros cientistas que fazem pesquisas sobre biocombustíveis disseram que os resultados obtidos por Daniell são promissores.

"Trata-se de uma grande conquista", declarou Mariam Sticklen, professora de ciências da Universidade de Michigan.

Em 2008, Sticklen recebeu um prêmio internacional pelo estudo sobre uma enzima do estômago das vacas que poderia ajudar a transformar a planta do milho em combustível.
(Fonte: AmbienteBrasil)